Hades, o Deus do submundo e dos mortos
Oh Hades, Hades!
Deus dos mortos e do submundo,
Serás tão malévolo assim?
Não temo à ti, Oh! Hades,
pois quem teme a morte,
Teme também a vida.
Porque desde o momento de nosso nascimento,
Morremos todos os dias para o passado.
Cada momento nunca se repete, ele é único!
Mas muitas vezes é preciso ir ao submundo,
Os Campos Elísios ou o Tártaro habitar,
Com os “mortos” bons ou maus conviver,
E provar da água do Lete para se refazer.
E através da teia da vida que tecemos,
Vários ciclos são para sempre encerrados,
Ora de dores, ora de alegrias,
Rarefeitos por valioso aprendizado!
Tal como Perséfone,
Donzela que vivia na superfície em meio a flores,
Que foi por ti raptada, mas ao provar do teu fruto,
Morreu para a inocência e renasceu para maturidade.
E assim, optou permanecer em seu mundo negro e frio,
Só retornando à vida, para matar a saudade de sua mãe,
E assim fazer possível os dias ensolarados,
Repletos de flores, borboletas e pássaros encantados!
Autoria: Vera Lúcia Ferraresi Rossi
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